O vulcão Madonna colocou nos ares do mundo, e recentemente do Brasil, o nauseante cheiro de enxofre do erotismo levado às últimas conseqüências. Tal constatação nos faz reportar, e relacioná-la, a Sodoma e Gomorra. Talvez um leitor apressado, ignorante da história, pudesse ler o título destas linhas e indagar-se: "Que gente é esta?" E, num pensamento que voa, concluir que Sodoma fosse um travesti qualquer de origem francesa; Madonna, ela mesma; e Gomorra, uma velha prostituta italiana, gorda e lamurienta.
Mas, não é bem assim que a coisa funciona. Nem todos os nomes são de gente, embora nesses negócios de prostituição esteja muita gente envolvida. Vale lembrar! Sodoma é a bíblica cidade, habitação do mais famoso sobrinho de Abraão, Ló, que encantado com a fertilidade de seus campos e a fartura de suas águas, quase sucumbiu por lá, não fosse à misericórdia de Deus...
Madonna... Bem, dela a gente fala depois!
Gomorra, uma cidade da planície do Jordão, que junto com Sodoma, exauriu sob o fogo dos céus por causa da perversidade de seus habitantes. Lá havia grandes plantações de uva (cf. Dt 32. 32, 33).
Das duas cidades, a que ficou mais famosa foi Sodoma. Seus pecados, inqualificáveis, moveram os céus, que condenou-a. Dela, a origem das palavras sodomita e sodomia. Sodomita é aquele que pratica atos viciosos iguais aos praticados pelos moradores de Sodoma. O Antigo Testamento nos dá conta de sacerdotisas pagãs que se prostituíam em honra de seus deuses. A lei mosaica condenou veementemente a prática da sodomia (Dt 23.17). Os reis Asa e Josafá limparam as terras de Israel da ação malévola de efeminados (1Rs 15.12).
Voltemos à Madonna. Esta artista dos finais dos tempos, municiada de uma rendosa estratégia de marketing, enche os bolsos com a mais verdinha das cédulas do planeta, agredindo a moral e a religião, vendendo uma imagem de depravação que faz bem ao estilo dos descomprometidos adolescentes modernos.
O espetáculo The Girlie Show é o extremo próximo de uma série de efeitos eróticos que Madonna concebeu e apresentou ao mundo nos últimos tempos. Em uma carreira meteórica, Madonna saiu praticamente do anonimato para o sucesso, acreditando em si mesma e tampando a boca dos mais céticos. Em pouco tempo, a artista emplacou o primeiro single de sucesso (a dançante Everybody), a primeira turnê (Material Girl), o vídeo Erótica, o livro Sex e o filme Na Cama com Madonna.
Na lista acima, a identidade explícita do que se relaciona a Madonna: sexo, sexo, sexo. Considerada artista medíocre, como atriz há quem diga que ela só se dá bem quando interpreta o próprio papel; como cantora, carece de suas exageradas coreografias e contorcionismo extremado para segurar o ritmo, Madonna achou no erotismo obssessivo e na provocação escandalosa o filão para tornar-se, ao lado de Michael Jackson, a grande detentora do show business mundial. Nas suas investidas, nem símbolos caros ao cristianismo, como a oração e a cruz, foram preservados.
Nascida Louise Veronica Ciccone, Madonna acrescentou este primeiro nome, fazendo espumar de raiva os bispos católicos da Itália pela indecorosa apropriação do nome de Nossa Senhora (deles é claro!). Nesta esteira de sucesso, a pop-erótica estrela não poupa nada ou ninguém se o retorno é compensador. Bombástica, seria a palavra mais correta para designar seu ímpeto rumo ao podium da fama.
Diante deste quadro avassalador, resta-nos uma conclusão importante acerca dos caminhos que a sociedade contemporânea tem trilhado: não temos (os cristãos bíblicos) marcado a presença que deveríamos. Os "filhos das trevas são mais sábios em muitas coisas". Eles aparecem; precisamos aparecer. Melhor, mostrar Jesus para este mundo! Eles, não têm vergonha de expor o que pensam. Nós precisamos explicitar nossa fé!
É claro que pra gente deste tipo, o final não será muito compensador. No Apocalipse, Sodoma é identificada como a grande cidade do crime e da dissolução (Ap 11.8). Gente e lugar do tipo Sodoma, Madonna e Gomorra tem destino certo. Afinal são trevas. Sejamos luz em meio a estas trevas. Não há lugar melhor para brilhar. Brilhemos!
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Observação: Este texto foi publicado originalmente em O Jornal Batista, na coluna DIA A DIA, assinada pelo autor naquele hebdomadário. Publicada na edição de 28 de Novembro de 1993.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
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